“Eu odeio, desprezo as suas festas religiosas; não suporto as suas assembleias. Mesmo que vocês me tragam holocaustos e ofertas de cereal, não os aceitarei. Embora me tragam ofertas de comunhão, não lhes darei a menor atenção. Afastem de mim o som das suas canções! Não ouvirei a música das suas liras. Em vez disso, corra a retidão como um rio, a justiça como um ribeiro perene!”
Amós 5.21-24
Querido Pai celestial, estas são palavras muito fortes sobre a adoração e sobre aquilo que realmente constitui uma “música aos teus ouvidos”. Mas tu nunca me confrontas de maneira tão direta a não ser para me conduzir ainda mais profundamente à tua graça. Essa é a beleza do relacionamento que estabeleceste comigo em Jesus. Esse é o propósito das tuas “repreensões que dão vida” (Provérbios 15.31).
Meditar nesta passagem da tua Palavra me leva às seguintes conclusões, convicções e petições. Antes de tudo, é perfeitamente possível que eu desfrute profundamente de um culto de adoração — da liturgia, da Ceia do Senhor e da música — e, ainda assim, esse mesmo culto realmente te entristeça. Por outro lado, provavelmente há cultos dos quais saio entediado, crítico e “sem inspiração” e que, apesar disso, te proporcionam grande deleite e prazer. Perdoa-me quando faço da minha experiência a medida daquilo que torna a tua adoração aceitável. Como sou arrogante!
Pai, também está claro que fazer “a retidão correr como um rio” e a “justiça fluir como um ribeiro perene” é música aos teus ouvidos. São esses os “cânticos de louvor” dos quais realmente gostas; essa é a hinódia pela qual anseias; essa é a “nova música de adoração” que é nova no sentido da nova criação, e não apenas algo inédito ou um ruído aos teus ouvidos.
Perdoa-me quando o novo cântico do evangelho não me conduz a uma nova vida de cuidado pelos outros. Perdoa-me quando a satisfação de estar na tua presença não me leva ao sacrifício de servir à comunidade. Perdoa-me quando posso ser tão indiferente e impiedoso quanto o sacerdote ou o levita da parábola do bom samaritano: homens que desfrutaram da tua presença real e, em seguida, ignoraram uma necessidade real (Lucas 10.25-37).
Senhor Jesus, tu foste o bom samaritano para mim, e continua sendo. Mas tu não me encontraste apenas ferido e quebrado à beira do caminho; encontraste-me correndo o mais rápido que podia para longe de ti. Conheço a Deus e o adoro somente porque tu primeiro cuidaste de mim, me serviste e me amaste, entregando tua vida por mim. Faze de mim um servo adorador humilde, grato e alegre. É isso que te peço, com um profundo e sincero amém, para a tua glória e pela tua graça.

