Composição de músicas — Quem fica com os créditos?
Meu amigo John Ripley, baterista da banda Generation Letter, me enviou recentemente algumas perguntas sobre como definir os créditos de composição de músicas. Essa é uma área que pode se tornar complicada por causa de má comunicação, falta de comunicação, ignorância e do pecado que ainda habita em nós.
Depois de mais de 30 anos escrevendo músicas, já vi a composição musical de todos os lados. Já escrevi sozinho, escrevi músicas que outras pessoas editaram e também editei músicas escritas por outros. Além disso, já atuei tanto como compositor quanto como editor musical.
Para minha vergonha, houve um tempo em que eu me preocupava muito mais com quem receberia os créditos de uma música. Lembro-me de trabalhar em um projeto do GLAD anos atrás e preparar os créditos das canções. Coloquei todos os créditos musicais para mim e compartilhei apenas os créditos das letras. Quando um dos membros da banda me questionou sobre isso, senti que estava totalmente justificado no que havia feito. Hoje eu enxergaria isso de forma muito diferente. Pelo menos espero que sim…
Se você é um compositor que nunca publicou uma música, talvez a decisão sobre quem recebe os créditos não pareça importante. Mas talvez pareça. É curioso como nossa perspectiva pode mudar quando percebemos que estar listado como compositor pode trazer benefícios financeiros, mesmo que pequenos no início.
Achei que John fez perguntas muito boas. Aqui estão elas, junto com minhas respostas. Espero que sejam úteis.
1. Qual é a maneira “certa” de lidar com os créditos de composição?
Não existe uma única maneira “certa” de definir os créditos de composição. As três melhores coisas a se lembrar são: conversem sobre isso antecipadamente, sejam humildes e sejam generosos.
Mas não incluam alguém como compositor quando todos sabem que essa pessoa realmente não contribuiu em nada para a música final. Sua consciência não deixará você em paz.
2. Quanto crédito deve receber a pessoa que teve a ideia ou conceito original?
Isso depende do que os compositores combinaram entre si.
Se a pessoa que teve a ideia não participou efetivamente da escrita da música, geralmente ela não recebe crédito de composição. Mas, se acontece com frequência de uma pessoa trazer a ideia inicial da música, pode ser sábio considerar dar a ela uma porcentagem dos créditos.
Se eu nunca teria escrito uma música sem alguém me dar uma ideia e conversar sobre ela comigo, normalmente gosto de conceder algum crédito por isso.
3. Existe diferença entre uma “banda” e compositores individuais?
Quando uma “banda” escreve uma música, os royalties geralmente são divididos entre todos os membros, colocados em um caixa comum da banda, ou uma combinação dessas duas opções.
4. Como lidar com membros da banda que não fazem mais parte dela, mas participaram da fase inicial de desenvolvimento da música?
Se alguém ajudou a escrever uma música, mas não faz mais parte da banda, essa pessoa deve ser incluída como coautor.
Se houver dúvida, escolha ser generoso.
5. O que mais precisamos considerar daqui para frente na área de créditos de composição e direitos autorais?
Veja minha resposta da pergunta número 1.
Preocupe-se mais em escrever uma ótima música, independentemente de quem receberá os créditos. Escreva para a glória de Jesus Cristo, não para a sua própria glória.
Escreva para servir, não para impressionar.
Lembre-se de que cada palavra que escrevemos, cada letra que criamos, cada melodia que compomos, cada progressão de acordes que desenvolvemos, só foi possível por causa Daquele que é o doador de toda boa dádiva, Aquele que merece todo o crédito e toda a glória.
Claro, se a música for ruim, aí o crédito fica com a gente.
Alguma outra reflexão?

